Segunda-feira, Junho 27, 2005

É, não nasci para posts seriados.

É a vida, bola pra frente que atrás vem gente.

Eu não faço a menor questão de ver Batman Begins. Aliás, nunca gostei do Batman, acho um super herói de meia tigela. O Super Homem não precisa de um super-móvel, de um cinto de utilidades ou de uma bicha louca atrás dele. Nãããão... o Super Homem é poderoso por si só, ele teeeem poderes. O Batman é um cara bem vestido e com uns genes de morcego. Só isso. E não venham me explicar a história, deixem eu falar besteira sozinha.

.

Não quero (ou quis, não sei se ainda está no cinema) ver Star Wars também. Nada contra os fãs e tal, estaria magoando muitos dos meus amigos (mas só amigos homens, engraçado, todas as meninas que eu conheço, e conversei sobre, compartilham do meu ódio por Star Wars), mas que coisa insuportável. Não conseguia conter o riso ao assistir ao primeiro filme com o meu irmão. Dois homens feitos, sabem, ganhando seu dinheirinho como atores e brigando com SABRES DE LUZ. Pela madrugada!

.

E parem, por favor, parem de falar da minha caixa de comentários conceitual. Se vocês não alcançam o que a falta de orgnanização dela representa, apenas observem fingindo que são intelectuais como eu.

Permalink //

Terça-feira, Junho 21, 2005

Hoje é meu aniversário


Image hosted by Photobucket.com


Quero parabéns, presentes e [caetano] muita beleza, muita alegria, muita energia que brota do chão [/caetano] nesse meu aniversário. Tudo de bom pra mim. :)

Não que vocês estejam loucos de ansiedade, mas eu tive um bloqueio mental e não consegui continuar o post do Bidell, preciso de um final. Postá-lo-ei em outra oportunidade.


=*

Permalink //

Sexta-feira, Junho 10, 2005

Paixão

Férgoles deu uma festa em casa a fim de arrumar uma garota. Chamou alguns amigos, que chamaram outros amigos e a festa encheu. Ele andava pra lá e pra cá, servindo, limpando, bebendo, dançando... até que ela apareceu. No batente da porta da sala, meio perdida, procurando alguém. Passava os olhos rápidos pelos rostos das pessoas, fitou-o por algum tempo, baixou os olhos e continuou procurando. Pegou uma bebida e começou a andar, ainda procurando por alguém.

Férgoles tinha certeza de que ela era o motivo de toda aquela festa. Foi no banheiro, percebeu que tinha alguém numa situação constrangedora lá dentro e ajeitou o visual do lado de fora mesmo. Deu uma bagunçada estratégica no cabelo, colocou a blusa pra fora da calça e procurou pela garota pela casa. Encontrou-a sentada no sofá, conversando com um amigo dele. Pediu licença ao amigo, sentou-se ao seu lado e conversaram até o final da festa. Ela era simplesmente fantástica, adorava as mesmas coisas que ele e pensavam da mesma forma. Pediu seu telefone, ela disse e ele não poderia esquecer. Papéis sempre somem. Chamou o cachorro:

- Gangorra, vem cá!
- Pra quê o cachorro?
- Como é o número?
- É 555-5567

Ele escreveu no cachorro, que infelizmente havia bebido umas e outras, subiu num móvel, caiu da janela e, em seguida, foi atropelado por um trem, depois da garota ter ido embora. Ficou lá estraçalhado no chão. Férgoles lembrava que o nome dela era Carolina e que ela trabalhava no Detran, mas quantos postos do Detran existem no Rio de Janeiro e quantas Carolinas trabalham neles? Um monte. Ele perguntava qual o motivo de não ter anotado num papel e guardado no bolso.

Certas coisas não são para acontecer. Feliz Dia dos Namorados.


PS: Bee, eu te amo, obrigada pelo template.
Frost, eu também te amo (como amigo, Cammy, como amigo), obrigada por colocar o layout novo no ar. =*

Posto a continuação do post do Bidê em breve.

Permalink //

Quarta-feira, Junho 08, 2005

O bidê

Foi fazer a ultrassonografia esperançosa de que fosse um menino: Paulo, o marido, queria muito um menino. Infelizmente estava trabalhando e não pôde acompanhá-la, mas pediu que ela ligasse assim que soubesse quem viria por aí: Jannelly ou Jannellu.

Deitou-se naquela cama fria seguindo as ordens de uma enfermeira que agia de forma mecânica e falava como uma gravação de cancela de entrada de shopping. Logo o médico veio, sorrindo:

- Bom dia, Neusa.
- Bom dia, doutor!
- É hoje, hein!
- É... estou tão nervosa!
- Vamos ver... talvez nós consigamos ver melhor dessa vez.

Passou o gel na barriga dela e começou a passar máquininha na barriguinha de cinco meses. Neusa olhava nervosa para a tela, não entendia nada, e olhava para o médico como quem olha para uma cartomante lendo os mistérios da vida na mão e para a mão, limpa, sem indicações de dinheiro e amor.

O médico olhava para a tela curioso, mas sério. Levantou, saiu da sala, voltou com uma prancheta cheia de anotações. Leu algumas passagens, colocou os óculos, olhou para a tela de novo, comparou com a prancheta. Saiu novamente, voltou com um livro grosso, procurou imagens, comparou com a tela e parcia preocupado com o que via. Deixou a sala mais um vez, voltou com um médico mais velho. Ambos cochicharam olhando para a tela, o médico mais velho saiu preocupado. O médico de Neusa tirou os óculos devagar e olhando para baixo, uma expressão de quem vai dar notícia de morte, levantou os olhos para Neusa:

- Neusa, eu...
- O QUE, DOUTOR?!
- ... não sei como eu posso dizer isso...
- FALA!
- Você está grávida de um bidê.
- O QUE?!
- Um bidê, veja na tela.

Neusa olhou, incrédula. Agora entendia o que estava na tela. Entortou a cabeça para a direita, depois para a esquerda, tentou procurar um bebê mas tudo que via era um bidê.

- Doutor... como o senhor explica isso?
- Eu não sei, Neusa, eu não sei. É muito difícil, mas acontece. Meu amigo, Dr. Hélio, disse que apenas três mulheres no mundo ficaram grávidas de bidês e duas de privadas comuns.
- Como eu vou dizer isso para o meu marido? Como está o bidê?
- Eu posso marcar uma hora com ele aqui, quem sabe? O bidê está bem, está se desenvolvendo bem.
- Eu posso tirar?
- Eu não sei dizer, não existem leis sobre isso. Mas indicaria que a senhora não tirasse e criasse esse bidê como uma criança normal.
- Um bidê, doutor...
- Foram os planos de Deus na sua vida, Neusa.
- Sim, mas...
- Você deve aceitar.

Neusa saiu do hospital tocando a barriga a todo momento. Um bidê. Sorriu. Começou a pensar no futuro, em seu bidêzinho. Quase ligou para o marido, mas não, mais tarde em casa, num jantar romântico, contaria as novidades. Nem Jannelly, nem Jannellu: Bidell, esse seria seu nome.


(Tobi continue)

Permalink //