Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Brócolis

Gente, blog não é só brincadeira e texto engraçadinho não. Blog também é coisa séria. Que o digam esses jornalistas que têm blog. Isso é sério, né? Blog de jornalista? Então.

Eu não sou jornalista, mas sou séria e preocupada com essas questões problemáticas do mundo. E, de vez em quando, encontro soluções tão boas para salvar o mundo das cáries, da violência e da prostituição infantil que acho um absurdo ainda não ter sido reconhecida por meus esforços.

Hoje, ao descobrir uma coisa, com a ajuda de meu amigo Gustavo, encontrei a punição perfeita para todos os malfeitores da humanidade: o brócolis.

Funciona assim: cada coisa errada que você fizer terá, como punição, um certo número de talos de brócolis. Essa regra aplica-se a todo e qualquer tipo de acontecimento. Num namoro, uma traição seria punida com 8 talos de brócolis. Se for com a irmã da namorada, 12 talos. Se for com a irmã cega, surda e manca, 20 talos. E assim sucessivamente.

Para crimes, é claro, a coisa seria mais séria. Um assalto? Dois anos só comendo brócolis. Assassinato? 30 anos só comendo brócolis. Acabou a discussão sobre pena de morte, pois seria criada a Pena de Brócolis: o condenado passaria o resto da vida comendo só brócolis. As penas alternativas incluíram trabalho numa plantação de brócolis para ajudar o sistema carcerário.

É incrível perceber que algo tão simples como comer brócolis transformaria o mundo num lugar melhor. Casais pefeitos não se separariam, crianças não apanhariam, assassinos não virariam a mocinha das celas...

I have a dream: to have a dream.


Update: MAYDAY! MAYDAY! Existem pessoas que GOSTAM de brócolis. =/

Permalink //

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

O Dançarino

Juquino gostava de dançar. Desde pequeno era fácil encontrá-lo ensaiando passinhos pela casa e inventando danças novas. Tinha interesse por qualquer tipo de dança e era bom nisso, mas nunca teve uma grande oportunidade. Juquino era paupérrimo, dormia no chão de um barraco numa favela carioca. Mesmo com a vida do tráfico se insinuando para ele, Juquino nunca pensou em partir para o crime. Nunca é exagero. Uma vez ele demonstrou algum interesse em freqüentar a boca de fumo, mas ele perguntou se dava pra dançar entre uma venda e outra e tomou um catiripapo pra deixar de ser besta: numa boca de fumo, dançar não é bom pros negócios.

Juquino continuou sua luta atrás de uma - apenas uma - grande oportunidade. Viu no Fantástico um baiano que, no Centro de Salvador, ficou famoso por engolir ovos de codorna e transformá-los, dentro de seu estômago, em pedras preciosas. Talvez sua dança não impressionasse tanto quanto um ovo transformado em esmeralda, mas talvez fizesse mais sentido que a história de um homem que continuava a viver como artista de rua tendo um estoque de diamantes em casa.

Escolheu uma esquina do Centro, levou seu radinho e começou a dançar. Os transeuntes paravam, olhavam, aplaudiam, jogavam moedas e se divertiam com o show de Juquino. Após meses dançando, um produtor do Fantástico finalmente apareceu interessado em fazer uma pequena matéria sobre o "Dançarino da Ouvidor". Juquino não acreditou! Vestiu seu melhor macacão de lycra e partiu para a esquina no horário marcado - mais cedo que o habitual - e começou a dançar a trilha da novela Dancin' Days. Passaram-se três horas e nenhuma equipe de filmagem apareceu. Decepcionado, Juquino perguntou a um amigo comerciante se ele sabia de alguma equipe de tevê nas redondezas, só por curiosidade. O homem respondeu que os caras do Fantástico estavam filmando uma moça que dançava em outra rua. Juquino foi ver quem era e tratava-se de uma dançarina de axé que havia sido baleada. Pra chamar atenção, aproximou-se do corpo, enfiou uma faca na barriga e começou a dançar. Embora tenha morrido, Juquino finalmente teve sus 15 minutos de fama e sua "dança da faca doida" dominou as pistas de danças por três meses.

Até que voltou a moda da dança do robô.

Permalink //

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

- Não sei nem por onde começar.
- Calma, Luíse, começa do começo. Sou pago para ouvir...
- Achei exagero um psicólogo, mas...
- É melhor, eu poderei ajudá-la.
- É que eu tenho um segredo.
- Que segredo é esse?
- É uma coisa que eu fiz e que eu me arrependo muito.
- Mas o que é? Prejudicou alguém?
- Não, só eu e poucas pessoas sabem. Mas isso está preso em mim.
- O que é?
- Err... EU JÁ TIVE UM BLOG MIGUXO!
- Você!?
- É, foi meu primeiro blog. No blig... eu era apenas uma criança experimentando ter um blog na net.
- Mais o que?
- Era um Template by Marina... tinha COISA FOWFAX!
- Realmente é difícil, mas pelo menos você superou e criou um blog melhorzinho.
- É, me sinto mais leve.
- Que bom, viu? Nem foi tão difícil..
- É... agora todo mundo já sabe...

Permalink //