Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
7 Coisas
- Leitores, vocês são um pequeno grupo de pessoas que fazem escrever nesse blog valer a pena. Tudo bem que eu escreveria mesmo sem vocês, mas é ainda mais divertido saber que alguém está acompanhando minhas tentativas de ser engraçadinha. Aos que comentam e aos que não comentam e aos que vêm comentar pessoalmente, um 2007 pra ficar na história! Um 2007 tão bom que, daqui há 20 anos, você possa dizer: "Bons tempos aqueles...".
- A Xuxa disse, no comercial de seu especial natalino, que a Terra é a casa de 6 bilhões de irmãos. Isso quer dizer que, se eu for nadar na piscina da casa dela, ela não vai soltar os cachorros atrás de mim?
- Está tão quente no Rio de Janeiro que minha casa está derretendo. É sério. Acho que nunca comentei aqui que moro numa daquelas casinhas de plástico onde meninas brincam. Sou uma menininha muito idependente. Pois então, hoje acordei e, como de costume, bati com a cabeça no teto, mas em menos tempo que o normal, já que ele se encontrava ainda mais baixo. Tive dificuldades em esquentar leite no meu fogãozinho de plástico e ia pedir ajuda pra alguém com meu celular de mentira, mas ele, como sempre, também não funcionava. Saí de casa, dei 10 passos, e ainda estava no quintal dos meus pais. Tô pensando em voltar a morar com eles, mas seria grande retrocesso em minha vida. Melhor continuar na casinha.
- Atualizei os arquivos daqui. Blogger.com.br e Weblogger já podem explodir sem que eu me desespere por causa disso.
- Grandes mudanças em breve. Se eu leio seu blog e seu link ainda não está entre os links daqui, não se preocupe: quando a revolução acontecer, ele aparecerá. Oh, sim, e se seu blog morreu e ainda está ali, logo ele será teletransportado para a seção "In Memorian".
- Dá azar ver o peru pronto antes da ceia?
- Tô com sono. Beijos!
Sexta-feira, Dezembro 15, 2006
O Amigo Oculto
(Post grande de Natal, minha mais nova tradição, ho, ho, ho! E é continuação desse aqui)
Eram amigos há mais 25 anos. Conheceram-se ainda no colégio, na 8ª série, quando Almeidinha chegara de Juiz de Fora no meio do ano letivo. Gonçalves logo foi com a cara dele. Não se separaram desde então.
Gonçalves era casado com Laura, e Almeidinha com Glória. Todo fim de ano era batata: o amigo oculto dos casais. Só os quatro, sempre. Não havia limite para o preço dos presentes e a cada ano eles ficavam mais caros e sofisticados. 2006 não seria diferente. Quem cederia a casa para a troca - ano par - era o Almeidinha.
O casal de amigos chegou pontualmente às 20h. Levaram vinho e uma torta de nozes. Estavam todos ansiosos e não esperaram nem um minuto para que a troca começasse. Laura tirou Glória e a presenteou com um enorme ganso de cristal. Glória não entendeu muito bem a intenção do presente, afinal aquele ganso de cristal não combinava com sua decoração e sua amiga sabia disso, mas agradeceu e abraçou Laurinha do mesmo jeito. "Ela sempre foi meio doidinha", pensou.
Glória tirou o próprio marido e, de brincadeira, comprou-lhe uma enorme cabeça de alce empalhada para colocar na parede. Foi quando percebeu que o presente ficaria na sua própria casa e, curiosamente, combinava com o ganso de cristal. Almeidinha tirou Gonçalves e, depois de muito suspense e piadas envolvendo bebês que só os dois entendiam e encabulavam Gonçalves, deu pra ele um aparelho de som moderníssimo. A essa altura, óbvio, todos já sabiam que só faltava o presente da Laurinha, que ganhou de Gonçalves um videokê. "Pra quê eu preciso disso? Agora sei como a Glória se sente", pensou Laurinha.
Ceiaram. Glória havia preparado um enorme peru e todos comeram em silêncio, apenas murmurando "hummms" e "aaah"'s de satisfação. Talvez fosse o vinho ou o clima de fim de festa, mas depois da ceia, os casais sentaram frente a frente nos dois sofás da sala e começaram a lembrar de casos antigos e revelar segredos.
- A gente se conheceu de forma tão engraçada! - Vai contar a história de novo, Glorinha? Ela não cansa dessa história! - Mas você me atropelou! - Foi mesmo... - Eu tava atravessando a 15 de Abril e, de repente, veio aquele Opala! - Branco! Novinho! Sujou com teu sangue! - Ele tava distraído pegando a lente no chão do carro. Pode?! - É... - Sabe que minha unha do pé não cresceu mais? - Amor... - Cresce muito pouco e fica preta! - Preciso confessar uma coisa! - O que? - Não tinha lente nenhuma no chão. - Como assim?! - Eu te atropelei de propósito. - Não brinca comigo, Almeida. - É sério! - Seu imbecil! - Glória exaltou-se - Então porque me atropelou?! - Porque eu te vi saindo da farmácia. - E já queria me dar motivo pra usar o band-aid?! - Eu fiquei apaixonado. - Não me venha com essa... - No duro! Tinha que arrumar um jeito de falar com você, senti que ia te perder se não falasse com você naquele dia mesmo, o quanto antes! - Você podia ter me matado! - Era ou tudo ou nada! - Como pôde..? - Podia ser pior, meu bem. - Não podia. Nosso casamento foi baseado numa mentira! - Menos, amor... - Que amor! Isso mina os pilares da nossa relação! - E se eu estivesse grávido?
Laura riu de cuspir o vinho. Gonçalves fuzilou Almeidinha com o olhar. Ele estava indo longe demais:
- Vai dizer que não, Gonça?! - Para com isso, Almeida... - Adoro essas piadas nonsense do seu marido! - Laura buscava apoio para suas risadas em Glorinha. - Tá rindo de quê, Laura? O marido grávido é seu!
Silêncio. Todos se entreolham e depois fixam os olhos em Gonçalves.
- Que isso, gente! Isso é piada do Almeida! - Que brincadeira é essa, amor? - Isso nem existe, Laura, nem existe! - Então porque você tá tão nervoso? Menstruação de homem também não existe! - Ele menstrua!? - Dessa vez, Glória cuspiu o vinho. - Ai, danou-se...
Gonçalves explicou toda a história de sua menstruação a seus três ouvintes atônitos. Laura já sabia, mas só pensava no boato da gravidez. Era a primeira vez que Gonçalves falava sobre seu problema em público, e não esperava que isso fosse acontecer ali, na sala de estar do Almeidinha, depois da ceia de natal.
- Agora me explica essa história da gravidez, Gonçalves - Laurinha estava impaciente. - Eu ia te contar... - Ia nada! Ia chegar em casa, sem mais nem menos, com um bebê nos braços dizendo que achou no lixo. Tá tão na moda isso! - Você não entende como isso me envergonha? - Esse filho é meu? - Só pode ser! Ou é seu ou é do espírito santo! - Não brinca com coisa séria. - Ora pinóia! - Tá de quanto tempo? - Cinco meses. - Eu não acredito que o Almeida já sabia e eu não. - Ele é o meu melhor amigo... - E eu sou a bosta da tua mulher! Só falta esse filho ser do Almeida!
Foi quando Glória jogou a cabeça de alce na cabeça de Laurinha. Era desaforo demais ouvir isso na própria casa em pleno natal! Almeida foi obrigado a expulsar o casal de amigos de casa e se acertou com Glória depois. Afirmou mil vezes que não, o filho não era dele e que estava disposto a fazer DNA assim que o bebê nascesse. Lamentou o fato de não poder falar mais com seu amigo de infância por causa de suas mulheres. Soube, através de uma reportagem, que o bebê de Gonçalves nasceu no dia de Reis e que era um lindo menino.
- Como será o nome dele? - Perguntou a repórter na entrevista. - Almeida. - Que nome diferente! Almeida é sobrenome, certo? - É uma homenagem, é uma homenagem.
Glória também assistiu a matéria e saiu de casa depois dessa. Não adiantava que o Almeida explicasse que era uma homenagem por causa da amizade, ela sempre soube dos boatos que rolavam na repartição sobre o tempo que os dois passavam juntos no banheiro.
PS: Oh, céus, preciso registrar isso. Toda boba, toda boba. ;}
PS2 DESBLOQUEADO: Flávio, o único do mundo tooodo, respondeu o meme. Que EU mandei. Vão ler, tá mais legal que o meu! ;D
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Meme
Gustavo me passou esse meme e logo de cara eu já repasso pro RAC, pro Flávio e pra Bee (preguiça de linkar. Linkar o Gustavo já me deu o maior trabalho, tanto que nem o linkei de novo nesses parênteses, que vou fechar em 3, 2, 1). Bem, vamos lá, o tema é: os autores de que desistimos.
Desisti do casal Allan e Barbara Pease que escreveram "Porque Homens Fazem Sexo e Mulheres Fazem Amor?". Livro este que eu tenho, já li e adoro, pois trata-se de um estudo muito interessante sobre comportamento, etc e tal, e porque, na época, eu era uma adolescente de 15 anos pronta para consumir qualquer bobagem sentimental que tentasse explicar porque é que existem certas diferenças irremediáveis entre homens e mulheres e com as quais, talvez, eu me idenfiticasse e ficasse tranqüila, pois teria embasamento científico para arranjar desculpas para os motivos pelos quais minha vida amorosa estava um caos. No fim, o livro era bom. Saiu outro e eu também comprei, mas comecei a sentir que aquele sábio casal estava enchendo lingüiça com o que sobrou da pesquisa que fizeram e repetindo um monte de coisas que já haviam dito no 1º livro. A gota d'água foi o lançamento de um terceiro livro, seguido de um quarto e um quinto! Daqui a pouco eles lançam um livro ensinando a manusear talheres, faça-me o favor!
Outro de quem eu desisti de vez foi o Érico Veríssimo. Sendo pai do meu escritor favorito, tive grandes esperanças de me apaixonar também por suas histórias. Tentei ler um livro qualquer dele uma vez, achei uma bosta e larguei de mão logo de cara. Mas o colégio me obrigou a dar mais uma chance ao pai de meu ídolo ou me reprovaria em literatura. Era uma escolha difícil. Optei por "Um Certo Capitão Rodrigo". Não é um livro ruim, mas não me dá vontade de ler mais nada dele pro resto da vida. Tem um lado bom: sem ele, o Veríssimo não existiria. O Luís Fernando, claro.
Adoraria ter um terceiro escritor abandonado ou lembrar de algum agora, mas minha memória, mais uma vez, me trai com o jardineiro. E há um agravante: eu sou facinha de agradar. Todos os autores me ganham no primeiro trocadilho ou frase de efeito. Durmo na primeira noite com qualquer livro que me leve além da 3ª página e fico apaixonada esperando a ligação deles depois. Eu sei, devia ser mais criteriosa e blablá, mas tenho esse otimismo irremediável de que, por mais bosta que seja o livro, ele me deixa alguma mensagem. Tô ficando piegas demais, alguém tira esse teclado da minha mão, pelamordeDeus! Vão dormir depois dessa, por favor.
Domingo, Dezembro 10, 2006
Baruleme Show
Era mais um programa dominical que oferecia prêmios para os pobres. O caso desta tarde era de uma mulher insone que nem caixas e caixas de Valium derrubavam. O clima no quadro "Gangorra dos Sonhos" era tenso. O apresentador, Rogério Baruleme, andava para um lado e para o outro, parava bem em frente à câmera três e dizia, com os lábios colados ao microfone:
- O que é isso, meu Brasil?
Era o seu bordão. Nos bastidores, todos sabiam que o pobre da vez só ganhava prêmios após 16 bordões, o que se transformou numa unidade de medida bem prática. 16 bordões equivaliam a 20 minutos no ar, com um intervalo de 5 minutos no meio. Depois de 20 minutos com a maior desgraça de sua vida exposta para todo o país, empresas como a Microlins e similares começavam a tirar o escorpião do bolso.
No caso de Simara, a insone, os patrocinadores ofereceram um curso completo de informática, um jogo de sala, toda a linha de sapatos Zepili, um armário onde toda essa linha de sapatos coubesse, um Gol e um ano de cestas básicas. Sendo que cada um doou R$ 3.000,00 para a pobre coitada.
Mas Simara chiou. Comida ela tinha! Precisava era de um ano de sestas básicas, não de cestas. Mais tensão no ar. A audiência subiu 4 pontos. Baruleme levou 5 bordões para finalmente ceder um ano de sestas básicas para Simara. A produção iria, diariamente, levar as Meninas Cantoras de Petrópolis para cantar na beira da cama de Simara depois do almoço até que ela dormisse. Funcionou nos primeiros 5 dias, depois substituíram as meninas pelo Agnaldo Timóteo.
Sábado, Dezembro 09, 2006
- Me vê um Cheetos. - De que cor? - Laranja.
Gostava tanto de laranja que até seu Cheetos preferido era dessa cor. Entrou no ônibus preocupada com quem sentaria ao seu lado. Era a primeira vez que viajava literalmente sozinha. Poltrona 6, janela. Tinha medo de que alguém espaçoso acabasse babando no seu ombro.
Mas o cara era até bonito. Não quis olhar muito. Pediu licença, sentou e começou a comer seu biscoito tentando não fazer barulho. Alguma burocracia em relação a quem apoiaria o cotovelo no apoio de braço entre as poltronas. Mas ele era educado, cedeu.
Guardou o pacote vazio no saco plástico que o ônibus cedia e estava seca por algo doce. Ele, lendo seus pensamentos, abriu um pacote de Halls. Foi como tudo começou.
- Posso pedir uma? - Claro. - Hm... me dá uma?
Eles riram. Aí ela fez um daqueles comentários que sempre se arrependia segundos após fazê-los. Ele realmente não precisava saber que ela não queria ficar com bafo de Cheetos porque Cheetos tem cheiro de pum. Mas ele não parecia se incomodar com isso.
O assunto fluiu de tal forma que quem via achava até que já se conheciam. Ou que haviam nascido pra se conhecer. O nome dele era Marcelo. Pediu pra dividir a colcha com ela.
- Fica pela bala! - Acho que casamos há 25 anos. - Como assim?
Pra ela, dividir a colcha com alguém do sexo oposto que não seja da família e sem nada afetivo acontecendo entre os dois era algo que remetia imediatamente ao casamento já naquela fase em que o casal de amantes vira casal de irmãos. E divide a colcha apenas para se esquentar.
Ele riu da teoria. Ela estava com sono, mas não dormiu. Não podia dar boa noite ao destino. Desceram na parada e lancharam juntos. Era um encontro tão inusitado que nenhum dos dois tinha vergonha de dizer o que quer que viesse à cabeça. Oito horas nunca passaram tão rápido. Era uma pena saber que seria muito difícil se verem de novo. Sempre é. Vamos marcar alguma coisa? Claro! Me liga. E não sai disso.
Mas valeu a pena o presente do destino. Ela nunca vai esquecer do cara com quem casou há 25 anos. E espera que ele não esqueça do seu bafo de pum.
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
O Banheiro.
- Almeidinha? - Fala. - Vem cá. Tenho um troço sério pra te contar.
Gonçalves guiou Almeidinha até o banheiro da repartição, certificou-se de que estava vazio e trancou a porta. Almeidinha riu, amedrontado com a possibilidade que lhe ocorreu:
- Que isso, Gonçalves, tu sabe que meu negócio é mulher! - Para de brincadeira, não é nada disso. Não sei nem por onde começar. - Tá me assutando, Gonça. Fala logo de uma vez. - Eu tenho um problema... - TU TÁ DOENTE? - Não! Eu não sei... É constrangedor. - Como assim não sabe? Tô preocupado! - Você vai rir da minha cara. - Deixa disso, Antônio Gonçalves! Sou teu amigo há mais de 20 anos! - Promete que não espalha? Almeida pôs a mão no coração: - Palavra de escoteiro. - Não é assim que faz palavra de escoteiro. É algo com a mão. E você nunca foi escoteiro. - Conta logo, homem! - Pois bem: acontece há muito tempo, mas só a Laurinha sabe. Eu menstruo. - MENSTRUA? - Menstruo.
Almeidinha deu uma gargalhada, mas Gonçalves encontrava-se sério, com a cabeça baixa, como que esperando que a pilhéria do amigo acabasse logo e ele pudesse concluir o assunto. Almeidinha parou de rir e assumiu um tom grave:
- Me explica essa história direito. - Vem todo mês, que nem de mulher. O médico disse que nunca viu nenhum caso desses na história da medicina. - É menstruação mesmo? - É, tô te falando... - Rapaz... que situação. E você tem cólica? - Às vezes, incomoda bastante. Já faltei algumas vezes por causa disso, mas dizia pro seu Fausto que tava com alguma contusão por causa de futebol. - Tô besta. - Mas não é disso que eu queria falar, o problema é mais grave ainda. - O que é? - Atrasou. - E daí? - Nunca atrasa! Nunca atrasa! - Você acha que está... grávido? - É possível. Sou um caso único, oras. Se menstruo, posso estar grávido. - Tua mulher sabe? - A Laurinha?! Nunca! Como se conta uma coisa dessas pra esposa? - Ela tem que saber, afinal o filho deve ser dela também. Ou você tem outra? - Que isso, Laurinha é única no meu coração. - Então, conta pra ela!
Batem na porta do banheiro. Rapidamente, Almeidinha começa a fingir que está vomitando e Gonçalves a repetir insistentemente "Isso, isso, bota tudo pra fora! Vomita mesmo, pode vomitar o banheiro todo!". Ouviram um "Ugh" e ganharam algumas horas pra prosseguir o assunto:
- Conta pra tua mulher. - O pior é que eu já fiz um teste de farmácia. - Gonçalves andava de um lado para o outro, agoniado. - E deu positivo? - Deu. - Então tá confirmado? - Não confio tanto assim nesses testes. Podia ser um falso sim. Fiz o de sangue também. - TÁ CONFIRMADO OU NÃO? - Tá! - Ai, Jesus. Quanto tempo? - Cinco meses. - Cinco meses?! Quase não dá pra notar! - Eu venho com esses moletons e disfarço. O problema são os peitinhos. - Peitinhos? - Sim, estão crescendo. É o leite. - Posso ver? - Pode.
Gonçalves levantou a camisa. Seus seios estavam realmente maiores e estranhos.
- Rapaz... - É isso. Tô numa sinuca de bico. Não consigo falar com a Laurinha, mas precisava contar pra alguém. - E como é que isso sai daí? - Vou fazer uma cesária. - Vai fundo. - Melhor a gente sair desse banheiro. - É, vambora.
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