Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
Os Vendidos
Tem uma coisa que eu acho engraçada (tão engraçada que até disponibilizarei o áudio de uma risada e o vídeo da risada mais gostosa do mundo, que é a Sarah Chalke que dá quase no final da cena. Tão lindinha =~) nesse mundo lindo de Deus: os metidos a guardiões dos estilos musicais só existem para determinados estilos. Por exemplo, se um grande artista punk gravar "I Say a Litter Prayer For You" exatamente como Dione Warwick cantou (e não uma versão punk, duh) e fizer um clipe bem ensolarado da canção, os punks de todo mundo o lincharão publicamente. É assim com o punk, o new metal e o escambáu. Mas e o pagodão?
O que é engraçado na história é que não existem tais guardiões no mundo do pagode! Eu fiquei revoltada de ver o Zeca Pagodinho gravando sambas de gafieira e NINGUÉM criticá-lo por isso. Comovida com minha própria revolta, declaro-me a única guardiã do pagode e, por isso, nunca comprarei um cd do vendido do Zeca Pagodinho! De repente "Deixa a vida me levar" não o satisfaz mais, seu Zeca? NÃO? Pois eu, embora não seja sua fã, sempre gostarei mais do senhor antes de começar a querer virar o malandro da Estudantina cantando gafieira.

Passar bem.
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Kubrick Sou Eu
Poucos sabem, mas já fui uma grande diretora de cinema. Usava o pseudônimo Stanley Kubrick para manter minha privacidade. Certamente vocês já ouviram falar de alguns dos meus filmes, tais como “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (uma piada que, os que não entenderam, idolatraram) , “De Olhos Bem Fechados” e “Patch Adams – O Amor É Contagioso”, até que morri em 1999 para continuar minha vida de criança de 10 anos comum.
Mas penso em voltar para dirigir mais um filme, apenas um, através de algum médium que agirá em nome de meu falecido pseudônimo. Recebi o roteiro de um filme fantástico inspirado em “Madrugada dos Mortos”. Chama-se “Tardinha dos Vivos” e conta a história de um grupo de amigos que trabalham numa firma e tentam fugir do happy hour.
Passa-se, evidentemente, numa típica sexta feira de verão, e a secretária da direção avisa aos protagonistas que depois do expediente vai ter karaokê. Eles se entreolham e sabem que é preciso arrumar boas desculpas para não comparecerem e poderem fazer algo mais divertido do que aturar o chefe bêbado cantando “Bem Que Se Quis”.
Johnny finge que está doente, Lisa inventa que é noite das bodas de ouro da avó, Kyle diz que um guaxinim furou o pneu do seu carro e Toddy é um achocolatado concorrente do Nescau.
Eles conseguem fugir e vão para outro bar, mas quando Johnny decide ir até uma farmácia para comprar camisinhas (é, ele se deu bem com Lisa usando a cantada do joanete) ele passa em frente ao Kamijiko’s Karaokê Bar e seu chefe, que é o primeiro a vê-lo, para no meio do verso “Quero sentir o teu corpo pesando...” para chamá-lo no microfone: - JOHNNY, VEM CÁ, RAPAZ! MELHOROU?! VEM CANTAR! Sobre o meeeeu, vem meu amor vem pra mim... Impossibilitado de mentir ou fugir, ele liga para os seus colegas e todos vão para o karaokê, onde terminam a noite cantando, em uníssono, “Dança da Vassoura”.
É um filme sensacional que fará grande sucesso, tenho certeza. A comunidade dele no orkut ultrapassará os 5.000 mil membros, escreve o que eu tô digitando.
- Sabe o que é pansexualismo? - Pan? Transa com esportes?
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