Terça-feira, Setembro 06, 2011

Música de mulher louca - Parte I: Internacional and Insane


É com esse pensamento de Louis CK que começo o post de hoje sobre um segmento musical ao qual já dediquei muito mais tempo do que vocês imaginam tentando definir e eleger suas melhores representantes: o gênero música de mulher louca!

Gosto de definí-lo como o tipo de música que um homem não cantaria "sentindo" a canção, sabe? Eles podem até gostar, mas só uma mulher (louca) pode alcançar o desespero e a angústia presentes nessas músicas tão sentimentais e cheias de notas altas e sílabas longas, sofridas e agudas.

Ah, essa lista é para todas as mulheres que já dedicaram essas músicas a alguém. Pelo menos alguém tá dedicando elas pra vocês, né? Por favor, não me matem.

Sem mais delongas, vamos às vencedoras das minhas batalhas mentais.


INTERNACIONAL AND INSANE - TOP 5


Começando pela mais clássica, Wuthering Heigths é a síntese do gênero. Temos uma voz esganiçada clamando pelo amor de um homem, implorando para que ele abra a JANELA e ela possa, enfim, cortar seus testículos e usar como pingente. A parte do pingente é invenção, mas essa coisa de querer entrar pela janela é um sinal claro de que o cara já trancou a porta, chamou a polícia e está dentro de casa completamente apavorado, segurando um bastão e protegendo o playground.

Versos graves: "How could you leave me when I needed to possess you?/I hated you, I loved you, too"
Escala de loucura: tatuar 56 estrelas na cara



 Tina nos brinda com uma canção de amor desesperado que supervaloriza a presença do ser amado. Melhor que qualquer outro ser humano da Terra, possivelmente ela estava de caso com o Superman na época. Até aí tudo bem, o amor às vezes tem dessas coisas, mas a música não só atende aos quesitos de gritos/desespero, como também nos fornece versos com provas contundentes de desequilíbrio mental. Nos versos abaixo, está claro que o "The best" já tentou deixá-la várias vezes e, quando isso acontece, ela consegue vê-lo mesmo quando ele não está presente.

Versos graves: "Each time you leave me I start losing control/You're walking away with my heart and my soul/I can feel you even when I'm alone" 
Escala de loucura: assassino de Realengo



Pat Benatar merece algum crédito: ela é durona! Resolveu encarar o amor como uma batalha e começa botando o dedo na cara de todo mundo, mas escorrega quando demonstra que é só mais uma boba apaixonada. Por isso, merece seu lugar no pódio do Pinel.

Versos graves: "But I'm trapped by your love, and I'm chained to your side"
Escala de loucura: jogar filhotes de cachorro no rio



Essa aqui nem merece descrição. Alanis em seu auge, exercitando sua obsessão à luz do dia. O cara trocou ela por outra mulher, mas a coisa fica tão grave na música que a gente até se preocupa com a segurança dele.   E o legal é que, no começo da música, parece só que ela tá só magoadinha, com rancor, mas a coisa vai piorando gradativamente e você fica até sabendo o que rolava no cinema na época do namoro.

Versos graves: todos
Escala de loucura: essa notícia http://t.co/UZ4db0X


BONUS TRACK - MENÇÃO HONROSA


Sinéad era uma visionária e usou a abreviação 2U quando a música pop ainda não era completamente retardada e fazia isso achando que é assim mesmo, uééé? Ah, essa carequinha povoou as telas da tevê com sua música de mulher louca disfarçada de mulher triste. Mas ela não nos engana, só estava sob calmantes. Ela começa a canção contando há quantos dias E HORAS o cara disse "FUCK THIS SHIT! I'M OUT!". E, numa vibe de nossa amiga Tina Turner, acha que nada se compara ao sujeito. A música entrou na lista, também, por causa do choro. Nada mais mulher louca que chorar no videoclipe.

Versos graves: "I went to the doctor and guess what he told me? / Guess what he told me? / He said: girl, you better try to have fun / No matter what you do / But he's a fool"
Escala de loucura: chorou no videoclipe

PS. Eu sei que Wuthering Heights é baseada no livro e blablablá.

3 comentários:

PiMP Jones disse...

Nothing Compares 2 U é um cover, a música original é do prince.

Bruno José disse...

Estou ansioso pela Música de Mulher Louca - Volume 2: "Nacional e Muito Loka com Doce na Boca"

A razão? Não consegui pensar em nenhum equivalente brazuca que desperte o demônio na mulherada e faça ela furar o pneu de um carro e defecar dentro dele e após isso fazer 56 tatuagens na cara e falar que dormiu e acordou com uma constelação.

Talvez isso se deva ao fato de eu não ouvir música brasileira e meu conhecimento ser restrito apenas ao bom e velho pagode anos 90, mas como diria o Parreira, isso é apenas um detalhe.

Um detalhe que você, Luíse, vai reparar. (Voz chorona: CÊ VAI FAZER A VERSÃO NACIONAL NÈ? PROMETE?)

(Bruno é retirado para evitar maiores constrangimentos)

Noodle disse...

Obrigada, Yan! Mas não vou corrigir o post because PREGUIÇA. :)

Bruno, vou sim. Aliás, posto hoje. Adorei seu título, mas vou usar um outro que tem uma pegada mais social. Você verá (espero!).