Quinta-feira, Setembro 08, 2011

Música de mulher louca - Parte II: MADA nelas!



O post anterior foi um sucesso total e minhas leitoras loucas estão ansiosas por novos hinos. Calma, garotas, agora vem tudo em português, ainda mais fácil pro seu querido entender como o seu amor é grande. Enorme. SUFOCANTE.




Vocês não fazem ideia do quanto foi difícil escolher UMA música da Fafá. Cavalgada foi uma forte concorrente e quase ganhou por ser uma música que só dá pra cantar aos berros, perfeita para aqueeeela faxina de sábado à tarde, quando você não tem mais o que fazer e resolve arrumar uma gaveta, mas descobre que a gaveta não é nada, você precisa é arrumar o armário, aí vai colocar uma coisa na cômoda, se empolga, e, quando se dá conta, as cadeiras estão com os pés pra cima, você já areou metade das panelas, os produtos de limpeza estão todos ao seu alcance e você já está muito cansado pra sair à noite. ENFIM.

Bilhete é uma música do Ivan Lins e a letra, por si só, já é uma assinatura de entrada no hospício. A versão da Fafá, então, é a cereja desse bolo de disfunções psicológicas. Começa bem sofrida, quase chorosa, você pensa "poxa, q peninha". Daí parece que ela se ouve cantando isso, lembra do canalha, e entra num surto psicótico, repetindo tudo o que disse de maneira muito mais assustadora. Além disso, esse clipe feito para o Fantástico também merece ser visto por toda família.


Versos graves: "Te tirei do meu corpo / Te tirei das entranhas / Fiz um tipo de aborto / E por fim nosso caso acabou / Está morto"
Escala de loucura: Bandido da Luz Vermelha



Eu nunca fui muito fã de Ana Carolina, exceto por essa música. Me lembra uma época legal, de top TVZ, idas ao clube, o início da minha adolescência, sei lá. Mas daí a gente cresce e começa a entender as letras, né? Depois de 9 meses você vê o resultado, o califa tá de olho no decote dela, tá de olho no biquinho do peitinho dela... essas coisas. E essa música, na verdade, é um negócio muito triste, porque claramente o eu poético é esquizofrênico. Confira os versos preocupantes abaixo:

Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar

Vamos lá: não é santa e é meio cara de pau, mas se faz de boazinha pra conquistar o sujeito. Beleza.

Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar

Não é beata, já entendemos isso, e é ratona das ruas. E NÃO MUDA SUA POSTURA (=de durona) pra agradar o sujeito. E A PARTE DA CANDURA que ela FINGE? 

I rest my case.

Versos graves: acima
Escala de loucura: casal Nardoni




Essa música é boa, de verdade. Uma das que eu mais gosto entre as músicas de mulher louca já postadas nesse sítio. Mas isso não a isenta de estar na lista. O lado bom é que essa mulher, no mínimo, se posiciona. Apesar de estar sofrendo, dá espaço pro cara voltar, SE QUISER. Não vai morrer, não vai se descabelar. E ainda pede perdão pelos seus erros. É praticamente uma mulher sã, mas, ainda assim, os altos e baixos da canção e o ímpeto da virada que acontece na primeira estrofe são suficientes para mostrar que, talvez, por debaixo dessa razão toda, exista uma boa dose de Gardenal.

Versos graves: "Não é coisa de momento / Raiva passageira / Mania que dá e passa / Feito brincadeira"
Escala de loucura: Elias Maluco



Elis, Elis... ocupado em nossa versão nacional o espaço ocupado por Sinéad no post anterior, o de "eita, mulher chorona., chora feito uma sanfona". Atrás da Porta, pra mim, é uma música irmã de Bilhete. Essa última parece ter sido escrita algum tempo depois da primeira. De autoria de Chico Buarque, Átrás da Porta encontrou em Elis sua intérprete ideal, que pôs a dose certa de loucura pra música funcionar. Esse vídeo é uma covardia porque ela perde o controle cantando e se entrega, mas a versão de estúdio é igualmente excelente. E doida. Vocês já entenderam o critério...  

Versos graves: "Me debrucei sobre teu corpo e duvidei / E me arrastei e te arranhei / E me agarrei nos teus cabelos / No teu peito, teu pijama"
Escala de loucura: Maníaco do Parque




O repertório da Alcione tá recheado de clássicos do gênero, mas essa música é uma das melhores pois é rica em sandices. O início é meio Djavan é meu pastor (sentido me faltará!), mas quando a coisa começa a ter coerência, você deseja que ela tivesse continuado em modo aleatório.

Versos graves: "Meu vício / É você! / Meu cigarro / É você! / Eu te bebo, eu te fumo"
Escala de loucura: eleitora do Tiririca

2 comentários:

Pedro E disse...

Só faltou "Ronda" da Bethânia.

Post muito bom :D

Noodle disse...

Obrigada, Pedro! ;D